Paulo Freire em Brasília – Exposição celebra a passagem do Patrono da Educação Brasileira capital

Paulo Freire em Brasília

Exposição celebra a passagem do Patrono da Educação Brasileira pela capital

paulofreireembrasilia.com.br

Foto: Instituto Paulo Freire.

Fotos

A exposição “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora” ganha o mundo virtual para homenagear o Patrono da Educação Brasileira com o registro de fatos marcantes acerca de sua presença na capital da República.

A mostra, em exibição no site paulofreireembrasilia.com.br, decorre de extensa pesquisa realizada pelo Museu de Educação do Distrito Federal (MUDE), e apresenta achados valiosos sobre o trabalho educativo de Paulo Freire em Brasília.

O conteúdo está reunido em duas salas virtuais que apresentam fatos relevantes da trajetória de Paulo Freire em momentos históricos distintos. O mergulho nesse universo presenteia os internautas com um acervo de fotografias, textos e conteúdo audiovisual gerado a partir da presença do educador no Distrito Federal nas décadas de 1960, 1980 e 1990.

A mostra está inserida em plataforma digital interativa e valoriza a história e a cultura da capital, palco de ações educativas do homenageado que ganharam representatividade no contexto histórico.

O espaço virtual contribui para difundir e preservar o acervo material e imaterial de Paulo Freire em Brasília. O mergulho no passado revela as narrativas de pessoas que conviveram e participaram dos projetos freireanos.

A mostra pode ser acessada na exposição online disponível em paulofreireembrasilia.com.br

Foto: Deobry Santos.

Paulo Freire:

Trata-se um momento oportuno de revisitar o pensamento de Paulo Freire na perspectiva de a sociedade assumir um projeto educacional por meio do  diálogo e da leitura da realidade. Poucas pessoas conhecem que a aplicação do método de  alfabetização de Paulo Freire, em nível nacional, teve uma experiência piloto em Brasília – um marco histórico que agora se torna público.

A força das suas ideias, a atuação, a influência e o reconhecimento da importância do  educador são referências históricas para as próximas gerações, e essa memória deve ser reverenciada para que o seu legado seja reconhecido por toda a sociedade  brasileira.

O educador é o brasileiro mais homenageado da contemporaneidade, com dezenas de títulos de Doutor Honoris Causa em universidades da Europa e América e prêmios como o da UNESCO de Educação para a Paz, em 1986. Em 13 de abril de 2012 foi sancionada a Lei nº 12.612, que declara  Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira.

Foto: Deobry Santos.

Paulo Freire e Brasília:

Em Brasília, assim como os operários movimentavam-se nos canteiros de obras, movia-se também, nos  gabinetes administrativos, uma profusão de ideias e planos para a Capital e para o Brasil. Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, a convite do governo federal, cuidavam de planejar e coordenar o sistema de  educação, do ensino fundamental ao superior, para atender às famílias que se deslocavam para construir a  cidade e servir de modelo a ser irradiado para todo o país.

Com relação à educação de adultos, a condição dos candangos, grande parte analfabetos, levou Paulo Freire a iniciar a implantação de seu método de alfabetização na Capital, antes mesmo da assinatura do  Decreto de criação do Programa Nacional de Alfabetização (PNA).

A partir do seu trabalho de alfabetização em Angicos (1963), o qual constituiu-se em sucesso retumbante,  pode-se dizer que estavam criadas as bases para a educação de adultos, de que o país necessitava, na  década de 1960. Essa experiência exemplar de aplicação do método de alfabetização em 40 horas, realizado no Rio Grande do Norte, levou o Ministério da Educação a convidar Paulo Freire para assumir o Programa Nacional de Alfabetização (PNA), criado por meio do Decreto 53.465, de 21 de janeiro de  1964, assinado por João Goulart, Presidente da República, e Júlio Furquim Sambaqui, Ministro da  Educação. O Plano Nacional de Alfabetização tinha o objetivo de alfabetizar 1.834.200 adultos, 8,9% da  população analfabeta de 15 a 45 anos. Para isso, pretendiam instalar, a partir de 1964, 60.870 círculos de  cultura, em todo o país.

Foto: Arquivo Central UnB.

Brasília:

Há relatos sobre a existência de um carro de som que circulou em Brasília e nos acampamentos com a propaganda: “Povo analfabeto é povo escravo. Matricule-se no círculo de cultura mais próximo. Aprenda a ler e a escrever”.

Esse é um momento significativo na história da educação do Distrito Federal pouco conhecido. Entretanto, existem registros imagéticos sobre esse importante período de mobilização, quando teve início o projeto freireano de alfabetização de trabalhadores, na capital e em Goiânia, atingiu um quantitativo de aproximadamente 300 Círculos de  Cultura. O registro das visitas de Paulo Freire aos Círculos de Cultura, nas cidades satélites, foi realizado pelo fotógrafo Deobry dos Santos, à época em que Paulo Freire chegou a mudar-se com a  família para Brasília.

O educador se exilou do país após o golpe militar de 1964 e voltou ao Brasil e a Brasília somente com o processo de anistia, no final da década de 1980, com o fim do seu exílio. Destaca-se sua participação na formulação de propostas para a educação no processo de redemocratização do país e, posteriormente,  na década de 1990, quando da criação do Núcleo de Alfabetização de Jovens e Adultos (CEPAFRE), em Ceilândia.

Com a mostra, esses fatos relatados na exposição sobre Paulo Freire adquirem visibilidade e  aprofundamento de modo a contribuir para ampliar a compreensão sobre a grandiosa obra do educador.

Foto: Deobry Santos.

Sobre a exposição virtual:

Um ambiente virtual expositivo de comunicação e conhecimento foi criado a fim de tornar público o acervo de conteúdo sobre Paulo Freire em Brasília e, ao mesmo tempo,  sensibilizar os internautas sobre seus ensinamentos. A amorosidade presente nas lições de Freire pode ser apreciada nas galerias virtuais por meio de textos, coleções fotográficas e imagens disponíveis na plataforma. Uma linha de tempo é apresentada com destaque aos momentos em que  Paulo Freire esteve em Brasília e, consequentemente, participou da história da educação do Distrito  Federal.

Foto: Deobry Santos.

Navegação no site – Conheça as salas:

Sala 1 – A capital nascente – sonhos, invenções e utopias

O projeto piloto de alfabetização de Brasília (1963-1964)

O Programa Nacional de Alfabetização

O método Paulo Freire e a leitura do mundo

O golpe militar de 1964 e a perseguição à Paulo Freire

Sala 2 – O reencontro com Brasília: tributo a Paulo Freire

Abertura política e a volta de Paulo Freire do exílio

O reencontro com Brasília

Memória viva na ação educativa

Tributo a Paulo Freire

O endereço eletrônico da mostra paulofreireembrasilia.com.br pretende ser uma fonte de dados para estudantes, professores, pesquisadores e público em geral.

A exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora” é uma realização do Museu de Educação do Distrito Federal (MUDE), da  Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE/DF) e com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (SECEC/DF).

Acessibilidade:

Para Cego Ver – O conteúdo descrito nos textos pode ser acessado por deficientes visuais por meio de áudios disponibilizados na plataforma.

Foto: CEPAFRE.

Serviço: Exposição virtual “Paulo Freire em Brasília: tessitura de uma educação emancipadora”

Acesse em paulofreireembrasilia.com.br

Assessoria de Imprensa:

Renato Acha – Acha Brasília

Poliana Costa
Author: Poliana Costa

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