
A Escola Ambiental Legião Cerrado, em São Sebastião, foi palco de uma importante ação de educação ambiental e reflorestamento que reuniu estudantes do Centro Educacional São Francisco (Chicão), lideranças ambientais e representantes do poder público.
A iniciativa faz parte do Projeto Florescer, realizado pelo Instituto Colmeia, presidido por Pablo Fernando, com colaboração da Escola Ambiental Legião Cerrado e apoio de parceiros institucionais e do poder público.
Durante a atividade, os alunos participaram de oficinas e vivências ambientais que ensinaram a técnica das “bombas de sementes”, também chamadas de “bolotas de vida”, utilizadas para recuperar áreas degradadas por meio do lançamento de sementes envoltas em terra e argila.

O deputado Rogério Morro da Cruz destacou que o evento foi também um momento de aprendizado e reflexão sobre a importância da preservação ambiental.
“Foi um dia em que eu aprendi muito. Foi praticamente uma aula ambiental que esses professores deram aqui. Conversar sobre esse tema é sempre muito importante, porque a questão ambiental é uma das áreas mais sensíveis que existem. Costumo dizer que essa responsabilidade é de todos nós: do poder público e da sociedade civil.”
O parlamentar também ressaltou que os efeitos das mudanças ambientais já são percebidos pela população.
“Quando eu era criança, ouvia as pessoas dizendo que precisávamos cuidar do meio ambiente para que nossos filhos e netos não sofressem no futuro. Mas a verdade é que nós já estamos sofrendo. Por isso, a sociedade civil precisa cuidar mais do meio ambiente. ”
O professor e ambientalista José Carlos Maciel, presidente da Escola Ambiental Legião Cerrado, destacou que o envolvimento do poder público fortalece iniciativas ambientais.
“Quando chega uma verba parlamentar que é usada com responsabilidade e transparência, isso é uma luz no fim do túnel. É um grande incentivo. Peço a Deus que não apenas o deputado Rogério Morro da Cruz, mas outros parlamentares também sigam esse caminho, porque queremos ajudar na restauração do planeta.”

O Instituto Colmeia, que atua em São Sebastião desde 1993 com projetos culturais, ambientais e de formação profissional, também participa da iniciativa. Para o presidente da instituição, Fernando Alves de Jesus, o projeto tem potencial para ampliar as ações de recuperação ambiental.
“Descobrimos que recuperar o Cerrado é possível. Depende de cada um de nós. Os alunos estão aprendendo a fabricar essas bolotas de sementes e vamos reflorestar áreas degradadas. Verde é vida, e o planeta precisa disso agora.”
Técnica utilizada em outros países
O pioneiro Borba, integrante do Projeto Florescer, explicou que a técnica das bombas de sementes já é utilizada em outros países e pode se tornar uma ferramenta importante para recuperar áreas degradadas no Brasil.
“É um projeto magnífico. Hoje o mundo inteiro enfrenta eventos climáticos críticos, com secas, enchentes, tufões e ciclones acontecendo com mais intensidade e frequência. Tudo isso está ligado também ao desmatamento e às áreas degradadas.”
Segundo ele, a técnica tem origem internacional.
“Esse método de reflorestamento com bombas de sementes surgiu no Japão e depois passou a ser utilizado em países da África, inclusive com sementes sendo lançadas até de helicóptero em áreas de difícil acesso. É uma forma eficiente de recuperar grandes áreas utilizando poucas pessoas.”
Borba também destacou que o projeto desenvolvido em Brasília pode se tornar referência.
“Aqui no Brasil existem algumas experiências, mas esse projeto é pioneiro pela metodologia que está sendo adotada. As bombas são feitas com terra adubada e argila, formando uma bolinha que é lançada na área que queremos recuperar. Isso pode ser aplicado no Cerrado, na Amazônia e também em áreas da Mata Atlântica que foram muito degradadas.”
Ele explicou ainda que a iniciativa foi viabilizada por meio de parcerias institucionais.
“Esse projeto foi trazido para nós pelo Instituto Colmeia, presidido por Pablo Fernando, com o envolvimento da Escola Ambiental Legião Cerrado e apoio do Brasília Ambiental, além de uma emenda do deputado Rogério Morro da Cruz, que possibilitou desenvolver essa ação aqui em Brasília.”
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Educação ambiental desde a infância
O presidente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Roney Neyme, destacou que projetos como esse têm papel fundamental na formação de uma nova consciência ambiental.
“Reflorestar é fundamental. Se não tiver Cerrado, não tem água. E se não tiver água, não tem vida. Esse projeto é importante porque envolve as crianças, que aprendem brincando e passam a entender a importância da preservação ambiental.”
A iniciativa também reforça a importância do Cerrado, considerado o berço das águas do Brasil, responsável por alimentar importantes bacias hidrográficas do país.
Ao unir educação, ciência, poder público e participação da comunidade, o projeto busca formar novas gerações mais conscientes sobre a importância de preservar o meio ambiente e recuperar áreas degradadas.
“Foi um dia em que eu aprendi muito. Foi praticamente uma aula ambiental que esses professores deram aqui. Conversar sobre esse tema é sempre muito importante, porque a questão ambiental é uma das áreas mais sensíveis que existem. Costumo dizer que essa responsabilidade é de todos nós: do poder público e da sociedade civil.”




